Direcção da APRe! recebida pelo Presidente da República

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu a Direcção da APRe! em audiência solicitada para expor as preocupações suscitadas pela actual pandemia e os seus efeitos na população mais velha.

O Presidente da República estava acompanhado pelo Chefe da Casa Civil, Fernando Frutuoso de Melo, e a APRe! esteve representada por Maria do Rosário Gama, Presidente, e António Correia, Vice-Presidente da Direcção.

Maria do Rosário Gama expôs a profunda preocupação que a evolução da pandemia e o consequente confinamento ocasionaram, muito especialmente nos cidadãos mais velhos, relativamente a aspectos relevantes ligados à Saúde (física e mental), aos Lares, especialmente no que diz respeito à elevada taxa de mortalidade que atingiu estas instituições e à inaceitável existência de milhares de lares ilegais em relação aos quais a sociedade deve adoptar medidas concretas que eliminem esta verdadeira chaga social.

A este respeito, sugeriu-se a definição de um verdadeiro “Sistema Nacional de Apoio aos Mais Velhos” que aproveite e potencie a rede já existente constituída pelas instituições enquadradas pelas Misericórdias, pelas Mutualidades e pelas IPSS.

A sociedade não pode alhear-se de um problema com esta dimensão e gravidade que afecta genericamente uma parcela crescente dos mais velhos.

Em relação à Segurança Social abordou-se a sua sustentabilidade, agora mais ameaçada pela crise económica decorrente da paralisação de parte substancial da economia, levando a quebras pesadíssimas das suas receitas e ao aumento exponencial das suas despesas em pensões e prestações sociais. As medidas de apoio à economia devem ser financiadas pelo Orçamento de Estado e não pelas contribuições dos trabalhadores e empresas.

No plano social, referiu-se a importância das relações intergeracionais de que as relações “Avós e Netos” são exemplo bem significativo pelo apoio fundamental no plano familiar libertando os pais de inúmeras tarefas ligadas à movimentação e guarda das crianças; agora, as regras do confinamento dificultam ou impedem essas relações.

Em síntese, terá de verificar-se uma mudança radical da atitude da sociedade perante os mais velhos reconhecendo o seu contributo para o equilíbrio social, deixando de os considerar como um peso e proporcionando-lhes uma vida digna, saudável e economicamente viável.

A delegação da APRe! regista com agrado o bom acolhimento que a sua exposição teve por parte do Senhor Presidente da República.