Covid-19: O tempo das coisas

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 Continuaremos todos a trabalhar para encontrar a forma justa de aprendermos o necessário com o que experimentámos. E não perderemos mais esta oportunidade para fazer melhor no futuro.

 A pandemia tem os seus tempos. Estamos num dos piores momentos deste tremendo desafio. A rede de Saúde Pública satura-se, os hospitais enchem-se, nem todos sobrevivem. Temos que nos defender, e proteger os outros, do vírus agressor. E, ao mesmo tempo, viver, resistir, sentir, agir e imaginar dias melhores que estão para vir. 

Percebemos que a pandemia destapou, por vezes cruelmente, crónicas limitações dos nossos recursos, instituições, comportamentos e formas de governação: na capacidade de envolver e comunicar com os cidadãos, de partilhar informação sobre os riscos que nos ameaçam, de responder aos desafios do envelhecimento, de adotar politicas eficazes relativas às profissões de saúde, de analisar, pensar e planear estrategicamente.

… Os padrões de atuação das nossas autoridades, nesta fase da pandemia, estão estabelecidos e dificilmente podem ser significativamente alterados, a curto prazo, considerando a extraordinária pressão a que hoje estão sujeitas. Por isso, este é também o tempo de, independentemente dos nossos posicionamentos políticos e de juízos mais ou menos informados sobre o que correu melhor ou pior no passado, dar força e alento aos que nos governam, valorizando com apreço o seu enorme esforço e determinação em servir o país em condições de dificuldade extrema.

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