Opinião (???!!!)

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O que terá acontecido a Paulo Morais, entre Julho e Dezembro do ano passado? Ele disse:


Por regra, os rendimentos dos mais idosos deverão ser intocáveis. Em primeiro lugar, porque é um direito que lhes assiste. Em segundo, porque não se pode alterar a previsibilidade económica do quotidiano de quem tem mais de setenta ou oitenta anos. É cruel, e a crueldade é socialmente inadmissível na nossa matriz civilizacional, em que uma das maiores conquistas é exatamente o aumento da esperança média de vida e o envelhecimento com tranquilidade e em condições mínimas de conforto.
Uma sociedade não pode colocar os velhos na posição de culpados por não terem morrido mais cedo. O respeito pelos mais velhos é uma questão até de sobrevivência da civilização. Pois numa sociedade em que os velhos não têm presente, os jovens sabem que não terão futuro. 01.07.13


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Outra despesa a ser imediatamente reduzida é a das rendas com as parcerias público-privadas. Poder-se-iam poupar, sem dificuldade, mil milhões. Isto se houvesse coragem para enfrentar os maiores parceiros privados, como os grupos Mello ou Mota-Engil. Não há! Acresce que estes grupos garantem a sua intocabilidade colocando nas suas administrações actores políticos como Joaquim Ferreira do Amaral, Valente de Oliveira ou Jorge Coelho.
Muitas outras despesas se poderiam evitar no Estado, a começar na renda milionária contratada com o fundo detentor do Campus de Justiça em Lisboa, presidido por Alexandre Relvas, director de campanha de Cavaco Silva. Etc., etc., etc. A verdadeira salvação nacional consiste em cortar neste tipo de gorduras do Estado. E não nas pensões, nas reformas, ou nos salários e subsídios dos funcionários. E muito menos no ensino, na saúde ou na segurança social. Portugal precisa apenas de ser governado por quem, seguindo a máxima de António Vieira, impeça que “os peixes grandes comam os pequenos. O contrário seria menos escandaloso, porque um peixe grande poderia alimentar muitos peixes pequenos”. 26.07.13


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O pagamento de reformas com valores muito díspares prolonga no tempo as desigualdades sociais da vida activa. Não faz sentido que o administrador de uma empresa tenha uma pensão superior ao operário porque as suas necessidades básicas são as mesmas e por isso, as reformas deviam ser mínimas e iguais para todos. 24.12.13