Covid-19: “Imunidade de grupo dos 60 a 70% já não é o objetivo a atingir”

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O virologista e investigador do Instituto de Medicina Molecular Pedro Simas afirmou este domingo que a humanidade encontra-se no princípio do fim do combate ao novo coronavírus.

Num momento em que a complexa operação de vacinação contra a covid-19 já começou no país, o especialista explica que ,” graças à ciência e à indústria temos o início do fim, a solução”.

Pedro Simas

Alguns destaques:

Pedro Simas afirma que a aplicação da primeira dose da vacina já confere alguma imunidade protetora ao fim de dez dias, mas apela à população que não dispense de receber a segunda dose. 

“Às vezes, a seguir a tomar a primeira dose, há pessoas que sentem alguma fadiga, febre e dores no braço, e depois já não querem tomar a segunda dose. Mas estas têm de perceber que as reações são normais e significam que o fármaco esta a funcionar“, explica.

 O especialista afirma que, no final da segunda fase e com uma percentagem de imunidade cumulativa de 37%, Portugal aproxima-se de “um número muito bom” e que permite uma planificação mais concreta da terceira fase.

“A imunidade de grupo dos 60 a 70% já não é o objetivo a atingir. Não há tanta urgência para chegarmos lá se se comprovar no terreno a eficácia das vacinas, que excederam as nossas expectativas“.

 Pedro Simas lança ainda um apelo final a que toda a população adira à vacinação contra a covid-19, pedindo que se “acredite na evidência da história da humanidade”. “Esta vacina é ainda mais segura do que a da gripe”, conclui.

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